A vida tem sido boa. Tenho tido o que fazer, e tenho feito de uma forma boa (o suficiente). Tenho estado ocupada e tenho estado inteirada. Embora nem sempre sinta isso. Embora quase nunca sinta isso.
Sei o quanto disso é apena imaturidade: é ridículo esperar maior atenção de pessoas que não são minhas - nunca foram, nunca serão; elas têm mais. Sei também o quanto isso tudo é aquilo tudo que eu não coloco pra fora por escolha e por medo de parecer frágil.
Mas sim, a vida tem sido boa. Tenho me sentido mais eu. Tenho aprendido a me expressar. Tenho entrado em pânico, sim. Viver (, aprender,) e entrar em pânico. Mas faz parte.
As pessoas ainda são meu maior problema: o quanto elas agem de formas que me machucam sem elas nem perceberem; o jeito como as pessoas que eu queria muito que estivessem perto estão longe; o jeito como as pessoas que eu gostariam que estivessem ali simplesmente não estão em lugar nenhum.
As pessoas serão para sempre meu maior problema, e não há nada que eu possa fazer a respeito disso. Sempre haverão pessoas. É melhor aprender lidar com elas - ou viver nesse eterno sentimento de deslocamento, mesmo quando inclusa.
Mas a vida tem sido boa, e em tons de vermelho, e com árvores e vento. Os dias tem sido bons, têm durado uma vida inteira, voando voando voando até que já seja sexta de novo. E as coisas têm sido como elas têm que ser, e estão corretas, desde que eu tente ao máximo ser também.
Mas, ainda, há algo, bem no fundo, que eu acho que eu sei o que é, que fica me incomodando
mas não muda que a vida tem sido boa.
28/06/2018
27/04/2018
Compreender as pessoas é um passo essencial para descobrir sua essência, de fato. O problema de compreender as pessoas, após, é claro, você descobrir que ela não é exatamente o que aparenta, e sim um ser profundo, que tem uma alma, medos e anseios, é descobrir que ela é exatamente o que parecia ser.
É aprofundando nas pessoas que elas ficam cada vez mais rasas, e todo o repertório delas acaba, e então elas são exatamente o que se espera que elas sejam. é nesse momento que pessoas deixam de ser legais. É também nesse momento que a gente descobre quem são as pessoas que são de fato essenciais, apesar de serem o que são.
Todo mundo é, inegavelmente, legal, e conexo.
Todo mundo é, inevitavelmente, odioso.
Achar os seus é inevitável. Perder-se deles também.
É aprofundando nas pessoas que elas ficam cada vez mais rasas, e todo o repertório delas acaba, e então elas são exatamente o que se espera que elas sejam. é nesse momento que pessoas deixam de ser legais. É também nesse momento que a gente descobre quem são as pessoas que são de fato essenciais, apesar de serem o que são.
Todo mundo é, inegavelmente, legal, e conexo.
Todo mundo é, inevitavelmente, odioso.
Achar os seus é inevitável. Perder-se deles também.
06/04/2018
como me relaciono com pessoas que (quase) não conheço
é no mínimo desagradável o que eu faço comigo em relação aos outros
então eu penso que elas podem ser algo
ou eu penso que eu posso tirá-las
e que a força de meu pensamento (e querer)
vai fazer isso acontecer
mas a realidade é que eu só sofro por situações que não existem
então eu penso que elas podem ser algo
ou eu penso que eu posso tirá-las
e que a força de meu pensamento (e querer)
vai fazer isso acontecer
mas a realidade é que eu só sofro por situações que não existem
16/03/2018
não entender o que acontece é tão recorrente comigo mas assumir o controle mesmo assim
fingir estar no controle e fingir desentender tudo
levantar com certeza mas derrubar tudo
encarar a mim, e com a certeza dos outros, como o ser inocente que sou
e as pessoas elas se perdem mas eu não quero que elas se perdam
se elas se afastam eu deixo elas irem e de longe eu vejo onde estão
se elas querem ficar eu deixo elas saberem exatamente onde estou se elas quiserem
uma coisa se completa na outra, e assim completo-me também
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