25/08/2026

o que dá para fazer com a vida enquanto a gente espera?

acho que se eu pegar para ler as coisas que escrevi quando tinha dezesseis anos e colocar em comparação com as que escrevo agora, elas serão bem parecidas. a vida, então concluo, como já havia concluído, já que é esse grande ciclo, é esse grande estar fazendo algo para chegar em algum lugar em algum momento. inclusive em conclusões já chegadas antes, mas que agora se tornam diferentes porque a vida, que, apesar de igual em muitas coisas, também é bem diferente.

e é tudo preparo e espera. faço um curso novo, espero um trabalho novo, espero uma vaga num curso novo, penso numa utilização para esse curso novo. vou na academia, espero um momento que isso faça algum resultado estético e não só para a saúde. leio um livro, espero um momento de falar sobre ele. compro guloseimas, não espero muito e como logo, porque algo está no meu controle. ou descontrole.

todo dia corre igual, me chateio. um dia algo não corre igual, e saio da rotina. me chateio também. uma corrida, eterna, atrás de algo. quer dizer, nem sempre é corrida. na maioria das vezes é espera. eu fiz algo, espero que ela se torne outra coisa. enquanto isso, faço mais algo, mas então eu espero que ela vire outra coisa ainda. mas sempre me chateio, e sempre procuro o que poderia ter sido. eternamente atrás, também, do que poderia ter sido. da necessidade de ter todas as opções sempre em aberto. ou ao alcance, de alguma forma. deixo tudo ir. não deixo nada ir. mas são coisas diferentes. uma eu deixo ir. a outra não. todas as coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. e todas estão inertes ao mesmo tempo. e em alguns dias isso está tudo bem. e em outros, não.

chega uma hora que tudo é só abstração, e abstraindo e abstraindo e abstraindo, no fim, nada vale a pena de nada. e abstraindo e abstraindo e abstraindo esse nada, então tudo vale a pena de novo. ciclo de viver, de não conseguir viver, de achar que viver nem vale nada, e então viver é tudo. também é uma espera, de passar, algo. e coisinhas serão feitas para esperar esse algo. e então essa coisinhas virarão outras coisas a se esperar.

e voltas e voltas e voltas e voltas e voltas falando a mesma coisa.
espero. e corro. tudo no mesmo lugar.

11/06/2026

rotina ii

acontece de parecer que eu tenho tanto e tanto e tanto pra expressar. e penso: colocarei em palavras! as palavras que me surgem: aaaaaaaaa e então sinto que não tenho mais muito o que desenvolver. alivia, muito pouco. mas não tudo.

preciso de outro método.

rotina

sento, tento ler. não consigo ler, a cabeça não para. procuro o que fazer. quero fazer algo. o que fazer? não acho o que fazer. ou, pior: acho. mas acho que não consigo, que não posso.

deitada, tentando ler. e o tempo passa e passa e passa. e minha cabeça voa e voa e voa. nunca nada chega em lugar nenhum, sempre descontente.

procura por movimento. acho que esse é o eterno demônio a ser combatido na minha vida. nada nunca está bom, não quando só está. estabilidade, definitivamente, uma das procuras. mas com movimento. não sei mais onde procurar o movimento. como que acha? quais são os novos lugares a serem desbravados? isso tudo sem perder a estabilidade.

mas eu abdicaria da calma, não?
sim.

mas não sei e não sei e não sei por onde. pequenos progressos. tão calmos, que não parecem nada. nunca nada é nada. 

e deito, e tento ler. e essa passividade, mais um dia, me mata. quero dormir, quero acordar, quero a possibilidade de um novo dia.

na cama, mais um dia. não li. olhei para o teto. olhei para o celular. olhei para tudo. achei que poderia ter uma resposta em algum lugar. mas o novo dia que começa, termina do mesmo jeito.

25/04/2026

favoritos dos últimos tempos

a vida não tem tido muita ação. as coisas não têm acontecido muito. estou, inclusive, começando a entrar novamente no ciclo do tédio, da falta de esperança, o que é, também, um pouco bom. porque eu já comecei novamente a pensar em todas as coisas novas que eu posso fazer. uma nova faculdade. talvez só um curso, pensei em algo de cenários ou figurino, ou literatura. se alguém tiver alguma recomendação? sinto que mandarei currículos para vagas de arquiteta de empresa de ovo de novo, ou em cidades que não sei onde ficam e são presencial. preciso, novamente, em agarrar aos pequenos detalhes da vida. então segue uma lista das coisas que eu tenho gostado.

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o novo sistema da prefeitura que eu tanto reclamei no começo

mas agora ele é bem mais organizado e bonito que o anterior e torna meu trabalho mais rápido. ainda tem uma coisinha ou outra que em seis meses ou não em adaptei, e várias coisas que foram sendo arrumadas, e, provavelmente, ainda serão, uma ou outra coisa que eu preferia do anterior. mas de modo geral? melhorou muito.

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descobrir os famosos brechós da ponte

eu sou de foz, então quem é do mundo brechós no tiktok provavelmente já ouviu falar dos brechós da ponte. essa região da cidade tem muito fornecedor de roupa para brechó, então são os brechós dos brechós? você pode comprar o fardo, mas muitos também abrem alguns e você pode comprar por unidade, e as peças mais normais geralmente não passam de quinze reais. eu há tempos só frequentava um que não é tanto nesse estilo, eles são um brechó barato, mas organizado. até tem uma parte que agora são R$4 a peça, mas a maioria das coisas boas são, sei lá, cerca de vinte. mas um dia resolvemos conhecer o mais famoso do tiktok, o brechó da suzi. e nesse dia ele estava fechado porque estavam gravando uma série naquela região. então fomos na feirinha, que eu achei meio complicado porque as lojas são muito pequenas, e são pilhas de roupas, então é meio difícil (estávamos em três pessoas), e cada roupa é um preço, que suponho que olhem na hora e descubram qual é, o que, para uma para um pessoa que não gosta de perguntar muito, é meio desconfortável. mas, nessas comprei uma bota lindíssima, e, assim, anseio demais para que o frio realmente venha, e rápido! estão prometendo desde a metade de abril, mas até agora não fez um frio digno de mais que uma blusinha leve por cima. 

aí, outro dia, também errado no calendário do comércio da ponte, no sábado de páscoa, fomos de novo tentar a sorte da data ruim. a maioria das pessoas falavam o mesmo, que nem iam abrir porque acharam que não ia ninguém, mas tinha um cliente que ia retirar coisa, ou só pra ver se vinha alguém. tanto que, quando chegamos na suzi, estava fechado. ela abriu depois de alguns minutos, fora do horário normal desses brechós. mas, do lado, tinha outro, no qual comprei umas coisinhas muito boas, incluindo o cardigã que uso enquanto digito isso. por dois reais.

essa modalidade de compras é muito divertida porque você não sabe o que vai achar. eu gosto disso, porque geralmente nas lojas tem dois tipos de roupa que estão na moda, e aí você compra uma delas, e não quer outra. também é uma oportunidade de testar coisas. por dois, cinco reais? se não ficar interessante, passa pra frente, não é? e também se no fim eu volto com quinze peças por 50 reais, e fico com três, já valeu o preço. eu tento só pegar coisas que não precisam de nenhum reparo porque se não serve ou eu descubro que me veste muito mal vai direto para a doação.

mas dessa última expedição à ponte, rendeu, que eu sei que ficarão comigo, três blusas de frio, uma regatinha de paetês que eu já usei e é um bom exemplo de peças que se não fosse 3 por 10 eu não teria comprado e tentado usar, um corta vento para academia, que se  clima seguir como hoje será usado amanhã, uma saia que estou descobrindo se eu mando encurtar e uma blusinha básica, que eu preguei mais para trabalhar. uma camisetona masculina tamanho g que ficou meio grande demais até para chamar de oversize que dei para um amigo, e no enjoei, uma blusinha que também não ficou 100% em mim e uma calça que por pouco não fechou, mas também descobri que era um bem anos 2000 que dizia que era EXTRA LOW e eu jamais usaria, e eu meio que recuperei todo o valor da compra? inclusive tem mais umas coisas que não ficaram boas e estão lá, rs. também tem coisa que vai pro lixo e coisa que direto foi pra sacola de doação. mas é isso, foi de graça, no fim das contas. minha amiga comprou outras coisas ótimas, como bolsas e óculos, e, principalmente, a blusinha mais bella swan de todos os tempos.

mas é excelente, pretendo voltar mais vezes, talvez seja uma das coisas a se fazer todo mês? e recomendo quem algum dia estiver por foz do iguaçu. ou quem tiver esse tipo de comércio por perto. muito divertido. 

uma coisa que entra aqui, porque é um preferido, mas não sei se é digno de uma categoria só dele, é meu papa bolinhas que comprei para as blusas que comprei nos brechós. realmente mudou vidas.

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mec livros

gostaria de começar falando que um não favorito é essa coisa de não poder devolver o livro, e ter que esperar 14 dias. de resto, incrível. o leitor é ruim? sim. não ficou registrado meu progresso, tipo, abrindo o livro novamente e estar onde eu parei? sim. a pesquisa ainda está bem ruim? sim. mas genial. esses dias estava meio sem o que fazer no trabalho e meu kindle estava sem bateria, resolvi ver o que tinha para ler rapidamente, fácil, confortável, no computador do trabalho. e assim, cometi o erro de pegar um livro curtinho para ficar lendo no trabalho, mas que cheguei em casa e terminei, e sobraram outros 13 dias sem livros. mas muitos títulos interessantes. estou agora lendo o terceiro volume de sobre o cálculo do volume, que amei descobrir que está disponível, inclusive descobri que já havia sido lançado por lá. enfim, realmente muita coisa boa e muito fácil para situações como essas. o aplicativo achei meio lastimável, principalmente o leitor, porque no meu celular corta um pedaço e o menu de fontes, cores, capítulos, não funcionou, mas não abri mais para ver se, depois de algumas semanas já foi aprimorado. por hora estou usando só no computador mesmo.

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livros sobrenaturais triângulo amoroso adolescente anos 2000/2010 cópias de crepúsculo

esse ano no clube do livro entre amigas crepúsculo foi uma das escolhas. e assim li, e já li lua nova, e estou aguardando chegar o eclipse que comprei. e estou amando. amando mesmo. ainda bem que eu era uma criança/adolescente pretensiosa que não quis ler a saga nessa época, e estou tendo a primeira leitura agora. só que virou um monstro. fui relembrar como era a série imortais. lembro que era uma grande pataquada, e estou com vontade de reler.

faz parte da minha programação de sexta assistir um filme e pintar a unha, e a única coisa para o filme ser escolhido é ele ser um filme que eu posso focar na unha e não perder muito dele. ontem abri a netflix e apareceu fallen e pensei que era bem esse mesmo que seria assistido. agora quero ver a série nova que fizeram também. e olha que eu odiei esse quando li! não fui nem para o segundo livro! mas que clima gostoso que é, essa coisa meio mística, sobrenatural, com adolescentes meio rebeldes, no filme de fallen todo mundo usando lápis preto e jaquetas de couro e... que delícia, que momento, que estética. sinto que sou um pouco assim porque esse era o ambiente que cresci, vampiros, zumbis, imortais, etc e tal.

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novo álbum dos strokes

é algo a se esperar. assim como o provável show no primavera sound. o da olivia rodrigo também, mas eu não gostei muito do primeiro single. mas se o próximo, de fato, for, conforme os burburinhos hoje, com a weyes blood, talvez emocione um pouco mais. going shopping também não é exatamente a maior das músicas. mas vai ter show. e eu já sei que esse show vai ser um dos meus favoritos dos próximos tempos.

08/04/2026

anotando

ontem fiz uma oficina de escrita. e eram várias pessoas de ecobag e sapatinhos diversos de couro e chinelos. quase errei o dresscode! a ideia era escrever sobre amor a partir da sujeira. minhas conclusões: eu realmente tenho uma mente bem limitada nos temas e desenvolvimento, principalmente considerando ficção. e falar de coisas nojentas, desordenadas e confusas é apenas mais um dia na minha vida.

dito isso, foi muito legal. até porque é bem fácil falar de sujeira.

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fiquei muitos dias sem escrever nada, minha rotina está fechadissima com ter dois trabalhos, estudar, ir para a academia********************************** salto de tempo*******************

meses depois volto: a verdade é que em algum momento a ideia de exposição foi demais. qual o limite entre a ficção, entre a realidade e as coisas que acontecem só nos pensamentos? qual a verdade absoluta de qualquer coisa escrita, qualquer coisa criada?

então esse ano eu voltei para o caderno. para o que só eu sei, e ninguém vai tirar nada dali. mas eu anoto uma ou outra coisa, e volto para as palavras soltas, para a desordem. queria ser mais dos cadernos. mas não sou. não achei a caneta perfeita. o modo perfeito. o tudo.

quanto tudo é só luz, é fácil apagar, é fácil achar que é qualquer coisa.

então porque não escrever por aqui, mas não de forma aberta?
apego emocional ao que já foi, e foi por muito tempo.

escrever sempre é motivo de crise, escrever é sempre uma crise. eu já aceitei que não sei, e desaceitei tantas vezes. e nunca sei o que fazer. com as palavras, com os lugares para colocar as palavras, com o real e irreal que quero colocar em palavras. com o sentimento de exposição, mas também de que há alguém aqui, de consolo, de companhia.

então não é rotina, mas é. é um ciclo. escreve. esqueço de escrever. escrevo. decido que não quero. e assim, até o fim dos meus dias.

29/01/2026

vinte e cinco

é meu aniversário. em breve. talvez quando eu publicar esse texto já até tenha sido. vinte e cinco é uma idade que parece tão séria. as pessoas estão casando, estamos realmente falando sobre essas coisas, sobre ter filhos, sobre comprar carro, comprar casa. acho que é um questionamento muito recorrente quando somos mais jovens, quando vamos de fato ser e se sentir adultos. e aí em um momento a gente sente, não exatamente sendo aquela ideia de ADULTO, mas as pretensões, os locais, as falas... as coisas apenas mudam? como ontem, que de noite, quando tomei banho, já tinha pensado que calça usaria hoje cedo no trabalho, e que ela exigia uma calcinha específica. pequenas coisas. também nunca mais errei o corte da minha franja. franja vegana? só se eu realmente quiser!

todo ano decidir o que eu vou fazer para o meu aniversário é terrível. eu gosto de festa, eu gosto de sair, eu odeio ser anfitriã. eu acho que queria fazer aniversário na época de carnaval, que aí era só escolher alguma festa pré, durante ou pós carnaval. ou em junho/julho, que aí festa junina é uma coisa que, assim, não é muito minha. acho que mais no carnaval que no meio do ano, eu sou muito mais uma pessoa do verão. enfim, alguma data que a comemoração não seja, necessariamente, eu. mas esse ano eu comprei balões em novembro, num impulso de "já que estou no Paraguai e eles têm um preço ótimo e olha esse rosa com corações" e decidi que, sim, eles seriam usados. mas eu faço aniversário dia um milhão de janeiro, nem a aniversariante tem dinheiro mais para poder comemorar.

então marquei num bar onde a gente sempre vai. comprei velas. essa altura ainda não decidi de bolo, acho que vou comprar uns muffins de chocolate de um lugar que eu gosto, mais prático para levar, mais prático para caso alguém não queira comer na hora levar para casa. e alguns docinhos, até, quem sabe. e isso vai ser tudo de festa. escrevendo isso um dia antes, com cólica e nenhuma vontade de fazer festa, montando meu roteiro de cortesias. começaremos com um almoço, eu e minha irmã mais nova. terei que pagar o almoço dela, mas paciência. depois, cinema. lanchinho? uma trufa da cacau show. qual filme? aparentemente bob esponja. queria zootopia, mas só tem um horário que fica meio ruim, aliás, marquei cedo as comemorações, estaremos numa terça feira. quem sabe de noite eu ganhe um drink? não sei se esse local tem algo para aniversariantes. 

e, não sei. ano passado meu texto de aniversário foi meio triste, meio pessoa sem rumo.  mas foi um ano que eu meio que entendi qual o rumo. e não me culpo por ainda não ter chego, sabe-se lá onde. sem muita pressão, mas alguns objetivos.

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e voltamos dois dias depois para dizer que a trufa minúscula da cacau show, não fui no cinema, não estava com paciência para ver o que tinha disponível e, sim, ganhei uma cortesia no bar. acordei para comer bolo, que ia ser o bolo da noite, mas estava menstruada demais para esperar, e tomei um longo café da manhã com minhas irmãs. depois fomos no shopping, tava um calor do caralho e eu não estava muito afim do restaurante inicial. olhei os bolos e peguei o menos feio do mercado, que é muito ruim e provavelmente vai ir para o lixo o resto. de noite falamos por horas e horas e um dos meus balões estourou, e eu queimei minha unha. e eu amo muito minhas pessoas. todas elas.
o primeiro dia dos 25 foi um dia e o segundo outro, já bem diferente. e hoje, o terceiro, um outro ainda.