23/07/2025

coisas a se fazer (e talvez a já negação, mostrando que não farei por motivos mínimos)

infelizmente temos que admitir que às vezes é coisa de fazer uma lista e falar VOU FAZER. mesmo que eu esteja há dias e dias escrevendo e repensando essa lista e simplesmente não fazendo nada. pensar que quero fazer algo pode já ser o suficiente, não? não. quero acreditar que não, e que no momento que eu colocar de fora não privada, mesmo que nesse ambiente pouquíssimo visitado, eu vou começar a pensar nisso de verdade.

1. tentar correr um pouco: não quero aumentar a distância das minhas caminhadas mas definitivamente preciso aumentar a intensidade. o lugar que gosto de caminhar tem quatro faces, irei escolher uma para começar. mas eu vou ser bem sincera: não acho que eu vá, de fato, fazer isso. logo vai começar o verão, e o verão na minha cidade, ainda mais nas condições climáticas atuais, é bem intenso. eu odeio suor, minha pele coça, minha pressão cai. então daqui dois meses não vai parecer tranquilo e pouca coisa, vai começar a ser esforço o suficiente a rota que eu faço. e outra coisa muito importante furo nesse: eu ando meio sem músicas para exercício físico nessa cabecinha. precisando desbravar músicas para isso. mas ando meio com preguiça de fone de ouvido, só uso na hora de ir pra academia e na hora de ir fazer minha caminhada, que ai não é o momento de pensar muito sobre a música né?

2. bordar algo: ontem tentei bordar uma estrela, e lembrei que na verdade é uma coisa bem legal, e se você não tá preocupada com o verso da peça, é uma atividade bem intuitiva e que, o pior cenário, é ter que desmanchar. o que é importante ressaltar é que eu queria muito bordado com miçangas, então também tem o fato que preciso comprar miçangas. (isso foi escrito há dias. fui fazer uma roupa de festa junina e não achei muito intuitivo. não foi um bordado, foi fazer um remendo em formato de coração. mas é algo a se estudar.)

3. fazer alguma receita longa que nunca fiz: com frequência lá em casa falam sobre algo que cozinhei na pandemia. lá em casa todo dia saía uma pizza, um bolo, um pão árabe. depois disso, nunca mais peguei para fazer alguma coisa muito demorada, com medidas, com tempo de descanso. e não é como se eu não tivesse tempo... só preciso escolher uma que faça sentido, talvez um doce? não sei.

4. encontrar uma nova rotina que funcione: eu estou há quase um ano com a mesma rotina, e ela estava funcionando. só que parou de funcionar. trabalho - almoço - tiktok - academia - arrumar a casa - banho/lanche - estudo - filme/livro/não fazer nada parecia excelente. aí não era mais. troquei pra colocar uma caminhada no fim da tarde, de fato foi um excelente escolha em qualidade de vida, mas sem tomar banho e não sendo na minha cama, meu estudo rende nada. e não, eu não vou tomar dois banhos, estão onze graus lá fora. então também não está funcionando muito, preciso pensar ainda outra coisa.
(atualizações depois que comecei a escrever esse texto e larguei n°1: não está mais frio, mas igual não quero tomar dois banhos em um período de duas horas. no momento, minha mãe está de férias, o que dá uma bagunçada na rotina de modo geral, mas estamos trabalhando nisso.

atualizações depois que comecei a escrever esse texto e larguei n°2: acho que estou conseguindo encaixar direito as coisas que preciso fazer. o problema, pensando agora, era o frio. ele acaba com qualquer vontade que eu tenha de viver. mas essa semana que passou e essa presente já têm sido muito mais organizadas, com a sensação de que as coisas realmente estão sendo feitas, sono indo bem, exercícios físicos, estudos, trabalho, lazer devidamente bem colocado todos os dias, lavagem de cabelo também tá indo muito bem. o que não tá excelente é alimentação, e ontem, após comer uma quantidade meio absurda de cachorro quente e passar um pouco mal, talvez seja esse meu foco que é parar de comer coisinhas perdidas várias vezes ao dia e voltar pra fazer fazer refeições igual eu sei que é o melhor jeito pro meu corpo. não sei se era bem esse o foco desse tópico, essas pequenas coisas do dia a dia, mas acho que cabe, são essas coisas que formam a rotina, não?
)

OBS.: após esse devaneio todo que foi para dois lugares diferentes depois de dias diferentes, como é importante ter esse registro de vários dias, e como a gente só tem percepções diferentes conforme o humor do dia. um dia meio qualquer coisa faz eu questionar a minha vida inteira. aí uns dias bons e tudo já é lindo novamente. eu iria apagar e reescrever e talvez retirar essa questão da rotina, mas talvez até eu terminar essa lista eu já esteja infeliz, de novo, com tudo o que eu tenha feito. e aí eu vou poder ler e ver que, pensando bem, eu só tive uma semana meio bagunçada, mas de modo geral, tá tudo muito bem. isso tudo é muito mais um exercício de pensar nas coisas em dias que eu sinto que talvez não esteja muito acontecendo, racionalizar o que penso que pode ser possível ou não do que realmente fazer uma lista definitiva.

5. costurar algo: acho que vem um pouco da mesma ideia do bordado, a diferença é que definitivamente estarei tendo que ter uma máquina. e pensando se eu pego a máquina grande, já existente, mas que não cabe em muitos lugares no meu quarto, ou compro uma daquelas da shopee de doze pontos. mas eu tava desde o começo do ano querendo fazer uma bolsa. e bordar ela. as vezes é isso. uma bolsinha com meu bordadinho. (reflexão do tempo: a recente experiência da roupa junina, que na verdade foi julina, realmente me disse que eu preciso de um máquina, à mão que não vai ser. quanto a bolsa: achei uma belíssima na shopee. outra coisa: divido quarto e minha irmã achou ruim qualquer baguncinha. o que é bem chato porque tava tudo em cima de uma mesa e o quarto também é meu, mas......)

6. reler lugar feliz: foi, nos últimos tempos, o livro que mais mexeu comigo. tenho vontade reler e chorar o mesmo tanto? mas eu não sei se ele bateria do mesmo jeito. enfim. em algum momento. ele está na prateleira.

7. ler mais, de modo geral: quando eu lembro que amo ler é ótimo. mas também, achar livros ultimamente que eu esteja amando ler está difícil. mas comecei a tirar o kindle da bolsa no trabalho, e quando tenho um tempinho livre, em vez de ir para o celular, estou tentando pegar mais ele. uma excelente troca. acabei de ler em coisa de uma semana querida tia, da Valérie Perrin. eu gosto muito dos livros dela, o jeito que ela constrói a história, mas sempre é DEMAIS. nesse no último minuto ela adiciona uma informação desnecessária, que, pra mim, quebra completamente o clima, simplesmente não faz sentido, sabe? mas fizeram minhas manhãs felizes nessa semana que tava meio devagar o trabalho, principalmente com atividades curtas. mas também não tenho nenhuma meta, nem nada. é só que é um é uma das atividades que mais me conecta comigo mesmo, desde que me entendo por gente. o tempo da leitura é também o tempo de estar ali com o livro olhando para o nada. enfim.

8. me reconectar um pouco com a minha (pouquíssima) espiritualidade: acho que cada um tem a sua ferramenta para acessar seus pensamentos, desejos, frustrações, reclamações, o fundo das coisas humanas que são impalpáveis. eu nunca fui uma pessoa muito crente de nada. esses tempos vi alguém em algum lugar da internet falando que ficou chocada ao descobrir que as pessoas realmente acreditavam nas coisas que estavam sendo feitas na igreja, e não estavam fingindo, igual ela. e eu me sinto um pouco assim desde que me entendo por gente. nunca me senti tocada por religião, nunca nada de, sei lá, simpatia ou coisa do tipo, funcionou comigo, essas coisas. mas também nunca desacreditei de nada, tanto que, de fato, nunca fui longe em nada com um viés mágico, porque vai que, de fato, acontece algo, mas eu, com meu semi ceticismo, não estou devidamente munida das ferramentas para lidar com aquilo... mas o jeito que eu, nos últimos anos, encontrei para me conectar com o que talvez não possa ser pensado no modo normal foi o tarô. mas ultimamente, as minhas tiragens tem sido… mornas. eu não consigo olhar muito e pensar além de palavras chaves e situação legal ou não legal na vida. então precisamos voltar a estudar para além de um ou outro vídeo no tiktok. é. estarei vendo alguns livros (mas isso terei que ver no tiktok algumas sugestões. quais são os bons livros sobre o assunto?)

eu acho que vou parar por aqui, por hora. acho que estou mais indo atrás das justificativas de não fazer do que de jeitos de, de fato, fazer. e também eu já vou começar com aquelas coisas que eu nem quero mesmo fazer, tipo, escrever um livro. fazer um desenho por dia. viajar para um lugar que definitivamente não me cabe financeiramente. achar uma fonte de renda alternativa para fazer essa viagem acontecer. aprender sobre investimentos. deixar a franja crescer. arrumar meu guarda roupa. começar a arrumar a cama ao acordar… ou coisas que eu já meio que faço mas que, no momento, não tá indo muito bem, tipo guardar dinheiro, fazer um curso sobre algo novo, etc.

enfim.

04/07/2025

pensamentos da semana versão estendida além da anotação no bloco de notas

quando as direções da vida mudam, e você tem que colocar as coisas à limpo para os outros entenderem. mas por que os outros deveriam entender? por que deveriam se quer saber? e aí, do nada, a conversa arranha, cheia de ruído, porque tudo foi indo, e indo, e indo, e o ponto inicial de explicar já se passou, não era importante no momento. nem agora.

não é IMPORTANTE, mas toda vez que o assunto passa, de leve, é estranho. não é mais. não tem mais.

são vários pontos, tudo mudou. pouco mudou. nomes, talvez. alguns lugares? omitir as coisas. preguiça de ser honesta, apenas para não ter que me explicar muito. o tempo passou.

***

mas eu não tenho sentimentos ruins, em relação a nada. sinto que isso é um problema, me faz pensar que eu não estou indo fundo nas coisas. eu não vou até o fim, e o caminho da volta é fácil. parece humilhante às vezes; não é um sentimento de superioridade. eu realmente não me importo. mas eu me importo com a minha imagem, externa, é claro que me importo. eu sinto frustação com as coisas que aconteceram e com as que não aconteceram, é claro. mas raiva? raiva não. e talvez eu seja alheia a minha própria vida, talvez eu seja só uma pessoa tranquila. eu realmente não sei. 

nada parece ser muito grave, nada parece ser muito intenso. o problema está no começo (e por isso no final não vira nada?) ou o problema está no todo?

ou ainda, não é problema nenhum?

***

resolver o que foi pensando ha muito tempo é muito engraçado; num dia eu poderia jurar que se houvesse uma possiblidade, seria uma nova oportunidade. somos diferentes, mudamos. claro que sim. eu me sinto melhor, eu sei que estou melhor. e você?

mas cai, então, essa ideia. tendo convergido novamente, mostra-se que não. 

e no fim, o que foi é exatamente o que era para ter sido. não há parte melhor, momento melhor, pessoa melhor. para mim, que sempre achou que poderia ter sido mais, fico feliz que cheguei nesse lugar. demora um tempo, mas depois faz sentido para sempre, em todas as outras situações.

09/05/2025

mini tarô - e projetos não terminados

já reclamei muito em todos os lugares sobre tantas coisas que foi o último ano. e uma das coisas que me ajudaram muito foi o tarô. eu tiro há bastante tempo, comecei em aplicativo, até ganhar um deck no fim do ano retrasado, e então eu comecei a de fato tirar e estudar um pouco mais. eu acredito 100% em oráculo? não sei. que eu já consegui prever até fim de relacionamentos e em quanto tempo ia acontecer? 100%.

tenho um tarô de waite e obviamente que quero outros decks. mas eles são meio carinhos. e um que eu queria muito, e não achei era um mini tarô, uma coisinha menor pra levar sempre na bolsa. óbvio que um tamanho de baralho normal já estava de bom tamanho, e definitivamente estarei comprando – já separei alguns na shopee bem linduxos mas quero pesquisar um pouco antes de escolher mais uma versão pelo menos, se não deveria comprar um de marselha –, mas um mini baralho, sério, seria a coisa mais fofa. então resolvi fazer um. ☺

comecei procurando algum lugar que as cartas tivessem uma boa qualidade, e achei em um site que aparentemente é um arquivo, então baixei todas elas. as cartas estão ótimas, com uma cor linda e em alta definição, mas parecem escaneadas. então eu arrumei cada uma das bordinhas para ficaram iguais - e com o aspecto de borda de carta mesmo. fiz essa edição toda no figma.
depois de mais de uma hora de trabalho as únicas cartinhas que estavam prontas eram as da direita.

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aí se passaram semanas, e eu nunca fui atrás de imprimir. mas é isso, projetos ficam para trás porque perdi a vontade. na verdade, não exatamente perdi a vontade, mas fui imprimir outras coisas que tinha feito para um aniversário, e descobri que o preço do papel estava caríssimo.

fazia pelo menos um ano que eu não imprimia nada, desde o meu tcc. e realmente, me chocou quanto tinha aumentado. quando fui imprimir todas as fotos do meu trabalho, tinham acabado de reajustar o preço do papel, e já estava carinho. um ano depois, mais caro ainda. eu que amo um papel fiquei meio triste.

mas pensando em fazer ainda, em algum momento. também vi na shopee os adesivos todos bonitinhos, e pensei em fazer, pra fazer um caderno de estudos legal. como o arquivo já tá todo editadinho, é só imprimir e cortar mesmo, o que não é tão difícil, e, apesar do drama pelo preço, também não muito caro. acho que, no máximo, custaria uns vitne reais. é. só gosto de um drama mesmo.

dito isso, já comecei um outro projeto manual que eu também já deixei de lado porque aí já são uns quarenta reais! a realidade é: eu fico com preguiça de comprar as coisas. eu tenho pouco espaço em casa para guardar tudo, então acaba me deixando meio preguiçosa de tudo.

o outro projeto é uma bota, ela começou a descascar, então vi no tiktok de descascar tudo e pintar. testei algumas formas de descascar, mas descobri já a melhor, eu acho, porque essa eu ainda não tentei. nesse, a maioria dos tiktoks deram as piores dicas, mas, é isso. não vejo problema em testar, na verdade acho muito divertido.

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precisando fazer coisas. essa semana já fiz uma tatuagem, e cortei, pessimamente, meu cabelo. e tava olhando quanto custa cateter e brinco esterilizado pra furar em casa. precisando de algum movimento.

18/03/2025

eu tinha um ponto sobre um livro mas não evoluí ele

estou lendo a idiota, que estava há muito na lista de leituras que vejo o tempo todo alguém no tiktok recomendar e, enfim, fui ler.

por hora, o livro é ótimo. eu amo livros que não acontecem nada. e eu amo como ela é uma adolescente de 18 anos pretensiosa daquele jeito que acha tudo de si tão importante, cheia de desprezo pelos outros, enquanto assume que é extremamente alheia a tudo. eu era exatamente assim.

e agora, acabo por passar por uma passagem que ela saí com o ivan, um cara que ela tinha feito uma matéria, e eles vinham trocando emails, diversos. e ele fala nesses emails que, de certa forma não levava essa proximidade que eles tinham no escrito para a vida real porque meio que o que eles falavam por email não era a comunicação do cotidiano, do básico. então eles saem para tomar um café, dar uma volta. e o tempo todo eu sinto ela odiando o encontro porque ele fala. e fala muito. e fala sobre ele, enquanto ela não consegue muito bem se colocar. e acho que ela percebe um pouco isso, que, de fato, ali, na presença, na vivência, talvez não sejam tão interessantes assim.

não sei se foi o que realmente aconteceu, ela foi embora pra algum outro evento que tinha dito que estaria e eu me senti um pouco aflita e parei para comer um sanduíche de frango que estava imaginando desde o almoço, com saladinha de repolho, cenoura e rabanete e maionese.

o que me deixou aflita é que eu acho que vivo constantemente nas relações entre ser a pessoa quieta vendo a outra pessoa ser, e isso ser o bom, eu não estar presente ou eu ser a pessoa que torna a existência de algo, enquanto realidade da vivência, realmente algo. ou estou vendo as coisas acontecerem pensando coisas demais, ou estou falando, tapando os buracos, enquanto a relação quando não materializada, enquanto uma conversa de whatsapp fluí muito bem.

e assim eu vou ficando um pouco com preguiça das pessoas, mesmo que eu goste muito delas. a perspectiva de ter que ficar falando initerruptamente porque se não a situação fica meio estranha, mesmo que eu meio que conheça a pessoa, e a pessoa me conheça. eu tenho preguiça. a situação de eu não conseguir falar eu consigo facilmente sair, eu só vou embora o mais rápido possível, mas a de só eu ter que falar... porque nem todo mundo vê isso como um problema, ou como algo a ser livrado, eu acho.

depois, na ausência de ivan, ela sente falta dele. mas qual ele? o que ela acabou de vivenciar, que falou e falou, e em algumas dessas falas se projetaram nela de uma forma negativa, ou o ivan da escrita, distante? e eu odeio que isso ocorra. porque é isso. a ideia da pessoa ou ela em seu distanciamento é uma presença tão agradável, mas as vezes a presença dela na realidade não. e fica a pergunta: é uma questão de tempo até que essas duas pessoas, ou versões, se alinhem, ou nunca acontecerá, exatamente porque são duas coisas diferentes?

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segui com a leitura e no fim ela não fala nada sobre isso, e eles continuam saindo. não sem outras pequenas tensões, mas, no fim eu só estava projetando uma situação minha?

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eu fiquei com preguiça de continuar o texto, certeza que eu tinha muitos outros pontos para serem colocados, mas ultimamente tem sido assim, desde que eu resolvi voltar a tentar escrever do jeito que eu consigo escrever e não num caderno, eu começo, fico com preguiça, penso em voltar depois, mas nunca mais volto. mas agora, depois de dias, quando estou finalmente terminando o livro só para dizer que, de fato, é um excelente livro. eu consigo me imaginar passando por todas as situações péssimas dela, que não tem nada de muito péssimo de verdade, toda a relação dela com o ivan, e tudo com dezessete/dezoito anos. eu meio que amei. e agora eu vou ler os últimos quinze minutos de livro.

25/02/2025

leituras fevereiro/2025

em fevereiro tivemos só livros curtinhos ou rápidos. igual o mês. sei que a partir de agora não vou ler mais nenhum até depois do carnaval então, vamos lá:

o mágico de oz, de L. Frank Braun

é um livro infantil né? eu já li ele quando era criança, e lembrava de uma cena só, perto do começo. o que me faz pensar que talvez eu tenha lido só o começo. enfim, é rápido e fácil de ler. acho meio questionável como num momento é meu deus matei um besouro e depois é foda-se vamos matar quarenta tigres, as abelha tudo, um gato aleatório só porque ele ia matar um rato (o que justifica uma vida de uma criatura que não conhece pela outra?), mas ai acho que estou olhando demais as coisas pela moral mais de 100 anos depois?

enfim, eu não sou de todo uma grande entusiasta de livros infantis que tentam sair da bolha do infantil. mas o que me fez querer ler esse foi a edição lindíssima da antofágica. de fato, lindíssima. foi uma experiência legal e gostosa.

21/02/2025

fazer coisas bonitas

minha coisa preferida no mundo é fazer algo bonito. e gosto de viver de tudo o que é estético e prazeroso. e isso parece meio óbvio, porque, acredito eu, todo mundo gosta disso. mas eu sinto que esse é o único propósito da minha vida: consumir coisas bonitas, ler, ver filmes, ver arte, comer coisas gostosas, fazer coisas bonitas, como artesanato ou escrever, produzir, de certa forma, qualquer coisa e viver coisas bonitas, as noites, as festas, as caminhadas na cidade.

me afastar disso é me afastar de mim mesma. e ano passado eu me perdi muito.

terminar meu tcc, que, acredito eu, foi a última coisa bonita que produzi, não foi um processo muito tranquilo. o trabalho em si foi. foi gostoso de fazer as fotos, as entrevistas, escolher os trechos, pensar um fio que ligasse tudo. eu acho que é um trabalho muito falho, que hoje eu iria fazer de uma forma muito melhor, mas que, naquele momento, eu amei fazer. mas a ambientação em que eu estava fazendo ele, não. o fim da graduação, a incerteza se eu ia continuar tendo algum trabalho, a responsabilidade de ter um trabalho, os ciclos de amizades que se encerraram – não as amizades, mas o fio do cotidiano, dos objetivos comuns, de esperar pelas mesmas coisas e a ligação com o mesmo território –, os espaços que não faria mais sentido eu estar... emocionalmente eu fiquei bastante abalada nessa reta final de graduação. e após terminar eu queria um descanso, meio de tudo. fiquei alguns meses na deriva, indo para o trabalho, tentando fazer algo das minhas tardes. até que deu disso. e aí foi um tempo de me organizar, de criar outros planos, de traçar um outro futuro. e eu acho que consegui. tenho um trabalho na área, apesar de obviamente não ser a minha pretensão salarial para os próximos anos, nem para exatamente para os próximos meses, mas que me permite pagar uma pós graduação, que comecei em outubro do ano passado, que é mais um dos meios para os fins de continuar estudando, pagar a academia, que é muito importante tanto para a minha relação com meu corpo, que não é nem muito estável e nem muito boa, quanto pra minha cabeça, e viver as coisas que quero – obviamente, morando com minha mãe essa coisa toda. mas organizar isso levou uma parte de mim importante, que são as coisas bonitas.

eu sou apaixonada por arquitetura. eu sempre amei. eu sempre olhei projetos, sempre gostei de visitar lugares, e essa coisa toda. eu sou apaixonada por arte, por literatura, por música. eu sempre amei moda. mas nesse tempo de me organizar para voltar a ter um objetivo de novo eu meio que esqueci de tudo isso. tanto no consumo de coisas, quanto no criar. o fato de eu gastar, sim, muito tempo em redes sociais, principalmente tiktok, gera a falsa sensação de que eu estou sim vendo muitas coisas, e muitas coisas legais! e inclusive, às vezes, o sentimento de que já vi tudo e não tem nada mais muito legal para eu ver. o que é, obviamente, mentira. é claro que, sim, eu vejo muita coisa legal, muita referência, o trabalho de muita gente, indicações incríveis de filmes e livros, mas não é o suficiente. e não é por vários motivos. porque eu tiro um print pra ver mais sobre depois, e nunca volto pra ele. porque em algum momento todo mundo está vendo fazendo lendo a mesma coisa, então é só isso que aparece. e nem sempre é uma indicação realmente boa. e também porque o algoritmo, né. tem certas coisas que você precisa estar em outros lugares para de fato acessar. então buscar essas coisas fora dum lugar que, de certa forma, é projetado para que ou você só receba mais do que você já consome ou algo que muitas pessoas tenham consumido.

outra coisa que parei para pensar sobre isso, é que o fato de ver tantas pessoas fazendo tantas coisas meio que parece que eu mesma estou fazendo. então enquanto olho milhões de vídeos de pessoas fazendo algo, eu meio que sinto que eu já fiz, mas não do jeito bom, mas de um jeito que a ideia me cansa rápido. aí eu não faço, perco a vontade. só de ficar vendo me enche. mas não com a experiência, com o tátil, mas com a possibilidade. tudo é possibilidade. eu poderia tudo. e no fim, não faço nada.

nesse tempo, principalmente no pós pandemia, uma coisa que fez, e faz, muito sentido pra mim nesse sentido era ir pra festas, sair, essas coisas. muito se critica querer ir pra festa todo fim de semana, gastar com isso, e etc etc etc. mas sinceramente? é um momento de expressão tão importante. obviamente pra quem gosta. e eu gosto. escolher como vai se vestir, gastar esse tempo pensando nisso. o modo de se vestir que inclusive não precisa se adequar à muitas coisas. dançar. conversar. conversar os maiores absurdos. mentir um pouquinho. não só é divertido demais, como, e podem dizer que não, há esse espaço de criação. há esse espaço de usar todas as coisas bonitas já feitas e pensadas antes, de um jeito autêntico que nem precisa ser verdadeiro. o espaço de celebração é um espaço de criação também, e isso foi uma coisa muito importante, que me moveu e move.

um tanto de eu ter chego num ponto tão baixo que eu acho que preciso fazer mais coisas por mim e procurar outros locais de referências é também fato de eu não ter essa troca com pessoas com maior frequência. no caso, o momento que estou fora se tornou o único momento de socialização para, de fato, falar alguma coisa de meu interesse. fora isso, toda a minha socialização com pessoas são definidas em família, que querendo ou não tem uma imagem sua e não estão tão afim assim de ouvir sobre suas ideias, ou trabalho, que, no meu caso, não tem muita gente, então não tem muito o que falar. também dos ambientes que eu vivo. o escritório que eu trabalho e minha academia ficam no mesmo bairro que eu moro, e na mesma direção. eu ando pelos mesmos lugares, vejo os mesmos movimentos do cotidiano todos os dias. assim, eu passo minha semana para a existência do fim de semana, para, talvez, sair. e isso tem me deprimido meio que muito.

meio que considerando que organizei tudo na minha cabeça nos últimos meses, e que agora estou com uma rotina de trabalho-estudo-exercício físico-boa alimentação-etc bem organizada, eu, e o tarô concordou comigo, precisava procurar outras coisas que tanto agregassem nesse "plano de ação", quanto me preenchessem quanto pessoa. essa organização foi muito importante para tirar o sentimento de estar num limbo, de ser um fracasso enorme, mesmo que ainda me sinta um fracasso. eu tenho um objetivo. eu tenho plano. e eu estou executando isso tudo, de formas simples, não é nada drástico, nada é um grande momento de revelação, ou qualquer coisa assim. são pequenas coisas no meu dia a dia.

uma delas é que eu resolvi assinar revistas. enfim. esses dias eu estava pensando como eu só comecei a escrever por causa de uma revistinha infantil que vinha junto com a revista família cristã, que meus pais assinavam para mim e para minha irmã. um mês teve uma matéria sobre um menino que tinha um blog. e a gente amou a ideia. e aí meio que tudo o que eu desenvolvi enquanto criança e adolescente foi por causa dessa história de blog. os gostos que eu desenvolvi definitivamente foram por causa do mundo que eu vivenciei online nessa época. posso estar errada, porque eu era uma criança/adolescente muito online. jogava quase todos os joguinhos de mundo virtual. também meu incentivo a certas coisas, como leitura, não veio da minha vida online. mas definitivamente as escolhas quanto a certas coisas, eu acho que sim. e acho que é um pouco isso que eu tô procurando, achar alguma coisa por acaso que faça eu me apaixonar por algo. fora do meu controle. acho que um pouco sobre tudo essa afirmação é verdade, mas aqui falo principalmente de redescobrir a área que resolvi estudar e trabalhar, que eu de fato amo. mas desde que me formei eu nunca mais olhei um projeto, pesquisei alguma coisa interessante sobre. tudo é voltado ou para o que preciso no trabalho – e não são projetos muito interessantes, eu faço, basicamente, planta e desenho técnico do projeto já pronto, então não tem TANTAS escolhas legais em minhas mãos –, ou pra fazer alguma prova, tipo concurso. ler norma técnica é muito importante e interessante mas não é bem isso que desperta qualquer paixão.

outra coisa que sempre foi uma paixão para mim, uma grande jogadora de stardoll, é moda. mas nos últimos tempos, além de ter me perdido um pouco no que eu gosto, até porque meu corpo passou por instabilidades nos últimos tempos que eu só consegui de certa forma estabilizar agora, e também uma mudança de fase na minha vida, eu também parei de simplesmente me importar muito. mas não gostaria. eu sempre quis aprender a costurar. e eu posso ter uma máquina de costura também. a qualquer momento. ainda não consigo pensar onde guardar ela. onde usar ela. a coisa é que costurar faz bagunça. faz sugeira. exige lugar pra guardar as coisas, pra trabalhar, pra deixar os projetos em andamento. um pouco de investimento pra coisas que vão dar completamente errado enquanto aprendo... mas eu tenho ideias. muitas ideias.

o problema é que quase tudo exige espaço. eu não tenho espaço.

enfim, eu tinha muitas coisas para escrever, mas ao longo dos dias meio que fui covnersando demais comigo mesma. e aí eu meio que perdi todas as coisas que eu queria escrever. mas eu não estou exatamente feliz. mas eu estou tentando ficar muito feliz. e é isso.

04/02/2025

tentando ler as coisas

tem uns anos que eu comecei a me interessar por tarô. comecei tirando por um aplicativo, e de certa forma sempre funcionou, o que me fez aquerer um baralho e, enfim, no fim do ano passado eu ganhei um de presente, e simplesmente uma das melhores coisas que eu possuo. eu gosto de tirar mais para mim mesma, não sou muito fã de tirar para os outros. é estranho que eu sei mais ou menos o que a carta quer representar e dentro de um conjunto na tiragem que consigo entender mais ou menos o que tá tentando ser dito, mas eu não  consigo sempre colocar em palavras que não seja uma coisa muito genérica.

mas também ainda não sei tirar mesmo, mesmo. todas as vezes que tiro cartas eu pesquiso sobre elas para ter certeza, para ver outras opiniões, para não deixar alguma coisa que poderia ser interessante para trás. hoje, depois de um tempo já lendo, e como algumas cartas geralmente ficam saindo com frequência em certos períodos da vida, já tenho alguns significados mais enraizados. mas ainda quero muito estudar mais sobre. um desses passos acho que é exatamente escrever sobre.

comecei anotar num diário as tiragens para voltar no fim do mês ver se realmente tinha sido o que foi tirado. mas anotava poucas palavras chaves, que podiam abranger muito. então vou tentar escrever um eu acho e um foi isso que foi.

***

nesse mês, a tiragem foi o louco, o mago e os amantes. num princípio eu achei que, nesse contexto de novo ano, seria uma tiragem exatamente de renovação. aventuras. coisas novas acontecendo com paixão! onde todas as coisas estão prontas para acontecer!!!!

acontece que, eu acho, a ideia era mais mostrar que talvez eu estivesse entusiasmada demais para um começo, mas exatamente dessa forma inocente, de quem espera tudo. foi um mês que eu estive focada e disposta a fazer as coisas que eu acredito que serão os resultados do lugar que quero chegar. estudando, focando na academia, tentando a vida social, etc. e acho que é mais sobre isso que era pra ser. escolher os caminhos nessa nova jornada (novo ano, nova idade, enfim) para num futuro próximo eu ter os resultados das coisas que tenho manifestado e trabalhado por.

também o mago, quando pedi uma carta de orientação, foi a que saiu. o que achei bem pertinente porque eu realmente estou precisando acho manifestar mais e ser mais ativa nos meus desejos. eu sei o que quero, mas talvez não de forma objetiva. e isso é uma coisa que acho que preciso.

***

hoje, dia 31 de janeiro, como vou passar o fim de semana fora, em um lugar que haverão outras pessoas, o que, querendo ou não vai significar ter que tirar para outras pessoas, vou tirar agora para o mês de fevereiro. vamos lá ver o que ela aguarda.

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cartas de fevereiro

valete de paus: energia empolgante, juvenil, criativa, coisas novas legais que podem acontecer! e talvez meio imprevisíveis. essa energia pode partir de mim, mas também de forma externa, alguém trazendo essa energia. mas por um lado essa empolgação toda pode ser um pouco imprudente e agir de forma precipitada

cavaleiro de ouros: perseverança e foco nos meus objetivos. estabilidade. progresso. algo estável vindo no futuro? focar no que eu tenho feito de bom para alcançar algo que quero? mas por outro lado, pode ser que esteja fazendo as coisas de uma forma muito rígida ou conservadora que pode ser repensada.

seis de paus: conquistas? sucesso? reconhecimento?

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colocando no meu contexto

eu realmente não consigo pensar muito num contexto que tantas coisas boas juntas sejam uma verdade para mim. é claro que coisas novas podem acontecer ainda, nesse tempo alguma coisa que vá ser o início para alguma coisa que me empolga e se eu estiver focada nisso elas podem de fato acontecer. acho que a coisa é estar aberta as possibilidades da vida e aceitar elas com energia, mas saber que só empolgação não é o suficiente para que de fato aconteçam, e sim trabalhar isso de forma persistente.

eu não tô muito confiante que algo realmente vá acontecer, mas as vezes é também isso: me abrir para a empolgação de algo diferente que eu não consigo visualizar ainda.

os últimos dias foram meio sem energia e para baixo – ok que juntou uma tristeza de aniversário com menstruação, então.... –, janeiro que eu estava um pouco animada, como da pra ver com a leitura que eu fiz e o que acabou sendo, e achando que as coisas poderiam acontecer, não aconteceram. enfim. não levar isso pra frente.

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uma carta para vida amorosa: valete de espadas

comunicação. querer lidar com as coisas de uma forma mais racional. talvez meio impaciente.

hm ressoa em dois sentidos. talvez eu devesse em uma situação deixar as coisas mais claras, em outra, tem um problema de comunicação que aconteceu há um tempo e ainda me assombra. será que teremos a possibilidade de resolver isso?

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é um exercício gostoso de tentar colocar as coisas em palavras, tanto a energia do tarô quanto dos meus sentimentos. racionalizar e tentar entender as duas coisas e chegar nesse encontro dos dois. eu adoro o momento de tirar um tarô, que é exatamente esse momento de pensar em tudo. de saber o que eu espero que saia nas cartas. enfim. tirei para mais algumas perguntas, mas achei que não precisava refletir muito sobre, coisas que foram bem objetivas. voltamos no fim do mês pra ver o que aconteceu.